quarta-feira, 18 de novembro de 2009
sábado, 31 de outubro de 2009
Eu, Curitiba, Osmarina e Cinézio...





Eu, Osmarina, Cinézio e Curitiba, um caso de amor... Adorei a cidade!!! Esses novos amigos me levaram para dar um passeio pelos pontos turísticos, naquele ônibus sem teto, que é um barato... Muito bacana... Duas horas e meia de belezas, verduras, culturas, povos, gentes, histórias e artes curitibanas... Depois, fomos tomar um Irish Coffee (café expresso com uísque, ave maria, é irado!!!) e ver Elba Ramalho e Meninas de Sinhá no Guaírão!!! Tudo de Bom... I'll be back!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Eu continuo feliz e triste...
... se encantou hoje o fotógrafo , artista plástico e linda pessoa, mestre Fernando Fiuza. Conheci Fiuza através da Malluh Praxedes, quando ela trabalhava no BDMG e me convidou para o projeto Cantoras Daqui, que é fabuloso...Fiuza era o fotógrafo oficial do projeto e me retratou de uma maneira tão especial. A Déa Trancoso das lentes do Fiuza é misteriosa, meio bruxa, de imensa sensualidade brejeira e sertaneja; bonita mesmo...
Ele me fotografou na casa dele, ali na Serra, em Belo Horizonte, em 2007...


Ao mesmo tempo, neste clic acima, ele me colocou com oito anos de idade. Todo mundo que viu essa foto me dizia: - "nossa, Déa, o Fiuza captou sua alma...".Que ele descanse "nos campos do senhor...".
domingo, 25 de outubro de 2009
"EU ACHO QUE ESTOU FELIZ E TRISTE..."
Toda vez que um mestre se encanta, há no ar um cheiro de tristeza e alegria. Para muitos, pode parecer um paradoxo. No entanto, para quem já atravessou "o portal" é plenamente compreensível. Diz uma canção de kleber Albuquerque: "eu acho que estou feliz e triste, tudo que eu tenho cabe na minha mão, e eu te dou de coração, e eu te dou de coração... eu não preciso de nada, o mundo é minha casa, o céu é minha camisa, estrelas vestem meus pés... eu não preciso de nada, estrelas vestem meus pés...".
Toda vez que o criador chama de volta um mestre ficamos felizes e tristes. A tristeza é sentida pelo corpo material que acredita apenas no bocado palpável da existência. A felicidade é celebrada pela parte extemporânea, divina, sagrada, aquela consciência que enxerga além dos muros da "realidade". Este "algo" que chamamos de alma, de espírito, e de tantas outras coisas, exulta porque mais um SER viaja de volta à casa do Pai.
A história do planeta está intimamente ligada à sabedoria de seus povos antigos. À devoção daqueles que se curvam e se deitam no colo terra, a verdadeira mãe. É assim aqui no Brasil, é assim na África, ainda é assim com os aborígenes na Áustrália. Em todos os lugares, eles estão lá para dizer como foi, como é; nos legando a matéria-prima que nos faz ser o que somos: a memória...
A memória de um tempo que não foi nosso e que legitima e dá sentido a este que é o nosso tempo. A história do planeta é feita por aqueles que vestem os pés de estrelas, cuja roupa é feita de céu, que trazem nas mãos tudo que precisam e que, no último suspiro, devolvem, de coração, a quem é de direito...
Disse-me Geovana Jardim que as últimas palavras de mestre Nelson Jacó, um desses antigos filhos da terra, que se encantou essa semana, foram: "eu estou indo, meu Deus, eu estou indo...". Belíssimas palavras para um último suspiro! "Eu estou indo, meu Deus, eu estou indo...", bem que poderia soar como "eu acho que estou feliz e triste, tudo que eu tenho cabe na minha mão, e eu te dou de coração, e eu te dou de coração... eu não preciso de nada, o mundo FOI minha casa, o céu É minha camisa, estrelas VESTEM meus pés... EU NÃO PRECISO DE NADA, ESTRELAS VESTEM MEUS PÉS...".
Cada vez que o Criador chama de volta um mestre que tem os pés vestidos de estrelas, o céu fica mais iluminado. Cada passo que este SER ENCANTADO dá neste céu, uma trilha brilhante aparece para que a nossa saudade do futuro tenha abrigo, para que os homens não se esqueçam de lembrar, para que os lembrados continuem caminhando...
VIVA A MEMÓRIA DO SER ENCANTADO, DE CODINOME MESTRE NELSON JACÓ, QUE CAPINANDO, CANTANDO, TOCANDO VIOLA E DANÇANDO, DALI DO SEU CANTINHO CHAMADO JEQUITIBÁ, SERTÃO DO SERTÃO MINEIRO, DEIXOU UM RASTRO DE LUZ NA HISTÓRIA DA MÃE TERRA...
Déa Trancoso
Toda vez que o criador chama de volta um mestre ficamos felizes e tristes. A tristeza é sentida pelo corpo material que acredita apenas no bocado palpável da existência. A felicidade é celebrada pela parte extemporânea, divina, sagrada, aquela consciência que enxerga além dos muros da "realidade". Este "algo" que chamamos de alma, de espírito, e de tantas outras coisas, exulta porque mais um SER viaja de volta à casa do Pai.
A história do planeta está intimamente ligada à sabedoria de seus povos antigos. À devoção daqueles que se curvam e se deitam no colo terra, a verdadeira mãe. É assim aqui no Brasil, é assim na África, ainda é assim com os aborígenes na Áustrália. Em todos os lugares, eles estão lá para dizer como foi, como é; nos legando a matéria-prima que nos faz ser o que somos: a memória...
A memória de um tempo que não foi nosso e que legitima e dá sentido a este que é o nosso tempo. A história do planeta é feita por aqueles que vestem os pés de estrelas, cuja roupa é feita de céu, que trazem nas mãos tudo que precisam e que, no último suspiro, devolvem, de coração, a quem é de direito...
Disse-me Geovana Jardim que as últimas palavras de mestre Nelson Jacó, um desses antigos filhos da terra, que se encantou essa semana, foram: "eu estou indo, meu Deus, eu estou indo...". Belíssimas palavras para um último suspiro! "Eu estou indo, meu Deus, eu estou indo...", bem que poderia soar como "eu acho que estou feliz e triste, tudo que eu tenho cabe na minha mão, e eu te dou de coração, e eu te dou de coração... eu não preciso de nada, o mundo FOI minha casa, o céu É minha camisa, estrelas VESTEM meus pés... EU NÃO PRECISO DE NADA, ESTRELAS VESTEM MEUS PÉS...".
Cada vez que o Criador chama de volta um mestre que tem os pés vestidos de estrelas, o céu fica mais iluminado. Cada passo que este SER ENCANTADO dá neste céu, uma trilha brilhante aparece para que a nossa saudade do futuro tenha abrigo, para que os homens não se esqueçam de lembrar, para que os lembrados continuem caminhando...
VIVA A MEMÓRIA DO SER ENCANTADO, DE CODINOME MESTRE NELSON JACÓ, QUE CAPINANDO, CANTANDO, TOCANDO VIOLA E DANÇANDO, DALI DO SEU CANTINHO CHAMADO JEQUITIBÁ, SERTÃO DO SERTÃO MINEIRO, DEIXOU UM RASTRO DE LUZ NA HISTÓRIA DA MÃE TERRA...
Déa Trancoso
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Projeto "Caminhos do Jequitinhonha"
CRÍTICA LIVRO
“A grande dor do homem, que começa na infância e prossegue até a morte, é que olhar e comer são duas operações diferentes.”
Simone Weil
Quando menino, levado por pai e mãe, freqüentava a igreja. Da atmosfera, toda a minha atenção. Do rito, quase nada, mas, deste quase, uma só frase me dizia: “Ele está no meio de nós”. A frase era senha de despedida, logo toda a gente se retirava, eu me lembro do silêncio que nos acompanhava até a saída, um silêncio que eu não sei até hoje se era de fora, se de dentro. Só sei que dentro de mim eu levava a frase, que comigo ficava, só ouvidos, mas inquieta, sentida sem sentido, o som desencarnado ainda.
Da frase, que guardo até hoje, me recordei ao deitar os olhos na beleza toda de livro que é o “Estórias de Luz”, de Marcelo Oliveira. O nome é justo e honesto e cumpre o que promete. Pois o fotógrafo grava em luz o que os olhos vêem e o coração sente. Paisagens, coisas e gente, gente, coisas e paisagens são presenças emprenhadas de substância. Marcelo ilumina estórias em que tudo se narra por um olhar que traduz contato em encontro, pois é olhar permeado pelo afeto e decantado pelo tempo: tempo real e subjetivo de vivência e convivência do fotógrafo e do ser humano com as paisagens, as coisas e as gentes do Vale do Jequitinhonha, nas Minas Gerais.
O olhar ligeiro não considera, não guarda, não apreende de cor, não se põe “entre”. Daí a beleza própria às imagens que não foram simplesmente [re]colhidas, mas pacientemente plantadas e [a]colhidas. Elas nascem de um “estar entre”, que só a fotografia pode proporcionar, pois o olho do fotógrafo é corpo desencarnado que, para ser preciso, precisa encarnar no que vê.
Para esse olho que simultaneamente olha de fora e vê de dentro “a vida não é só isso que se vê / é um pouco mais...”. Incorporar este “a mais” à imagem é desafio ético e poético: o vão que separa o olho do mundo não pode, nem deve, ser transposto: sua profundidade exige respeito e suas profundezas, consideração. Na plenitude e abertura à este vazio, o olho que fotografa deve conscientemente se instalar. Habitando este “não lugar”, tudo que separa torna-se caminho. E o caminho, assim como o vazio, está no meio de nós.
Raul Motta
Professor de artes/Rio de Janeiro
NOTA - O livro "Estórias de Luz - narrativa fotográfica do Vale do Jequitinhonha", do fotógrafo-documentarista Marcelo Oliveira, é fruto do projeto "Caminhos do Jequitinhonha", vencedor do Programa BNB de Cultura 2006 (área Artes Visuais - Fotografia), patrocinado pelo Banco do Nordeste. O livro tem o patrocínio também da Vivo e da Cemig.
A exposição "Caminhos do Jequitinhonha" passou por várias cidades do Vale do Jequitinhonha (Diamantina, Itamarandiba, Minas Novas, Bocaiúva, Capelinha, Araçuaí, Capelinha, Salinas, Almenara, Rubim, Serro, Jequitinhonha, Chapada do Norte, Carbonita, Jacinto e Itinga). Foi convidada para integrar a programação do projeto "Vozes de Mestres"/CCBB Itinerante, com patrocínio do Banco do Brasil, em seis cidades brasileiras (São Luis do Maranhão, Joinville, Florianópolis, Curitiba, Natal e Belém), e para o projeto "Conexão Vivo", passando por quatro cidades mineiras (Governador Valadares, Montes Claros, Resende Costa e Belo Horizonte).
O lançamento do livro acontece em Belo Horizonte, dia 5 e dezembro, na Status Livraria Café Cultura, 11h, com a presença do Coral Araras Grandes, de Araçuaí.
“A grande dor do homem, que começa na infância e prossegue até a morte, é que olhar e comer são duas operações diferentes.”
Simone Weil
Quando menino, levado por pai e mãe, freqüentava a igreja. Da atmosfera, toda a minha atenção. Do rito, quase nada, mas, deste quase, uma só frase me dizia: “Ele está no meio de nós”. A frase era senha de despedida, logo toda a gente se retirava, eu me lembro do silêncio que nos acompanhava até a saída, um silêncio que eu não sei até hoje se era de fora, se de dentro. Só sei que dentro de mim eu levava a frase, que comigo ficava, só ouvidos, mas inquieta, sentida sem sentido, o som desencarnado ainda.
Da frase, que guardo até hoje, me recordei ao deitar os olhos na beleza toda de livro que é o “Estórias de Luz”, de Marcelo Oliveira. O nome é justo e honesto e cumpre o que promete. Pois o fotógrafo grava em luz o que os olhos vêem e o coração sente. Paisagens, coisas e gente, gente, coisas e paisagens são presenças emprenhadas de substância. Marcelo ilumina estórias em que tudo se narra por um olhar que traduz contato em encontro, pois é olhar permeado pelo afeto e decantado pelo tempo: tempo real e subjetivo de vivência e convivência do fotógrafo e do ser humano com as paisagens, as coisas e as gentes do Vale do Jequitinhonha, nas Minas Gerais.
O olhar ligeiro não considera, não guarda, não apreende de cor, não se põe “entre”. Daí a beleza própria às imagens que não foram simplesmente [re]colhidas, mas pacientemente plantadas e [a]colhidas. Elas nascem de um “estar entre”, que só a fotografia pode proporcionar, pois o olho do fotógrafo é corpo desencarnado que, para ser preciso, precisa encarnar no que vê.
Para esse olho que simultaneamente olha de fora e vê de dentro “a vida não é só isso que se vê / é um pouco mais...”. Incorporar este “a mais” à imagem é desafio ético e poético: o vão que separa o olho do mundo não pode, nem deve, ser transposto: sua profundidade exige respeito e suas profundezas, consideração. Na plenitude e abertura à este vazio, o olho que fotografa deve conscientemente se instalar. Habitando este “não lugar”, tudo que separa torna-se caminho. E o caminho, assim como o vazio, está no meio de nós.
Raul Motta
Professor de artes/Rio de Janeiro
NOTA - O livro "Estórias de Luz - narrativa fotográfica do Vale do Jequitinhonha", do fotógrafo-documentarista Marcelo Oliveira, é fruto do projeto "Caminhos do Jequitinhonha", vencedor do Programa BNB de Cultura 2006 (área Artes Visuais - Fotografia), patrocinado pelo Banco do Nordeste. O livro tem o patrocínio também da Vivo e da Cemig.
A exposição "Caminhos do Jequitinhonha" passou por várias cidades do Vale do Jequitinhonha (Diamantina, Itamarandiba, Minas Novas, Bocaiúva, Capelinha, Araçuaí, Capelinha, Salinas, Almenara, Rubim, Serro, Jequitinhonha, Chapada do Norte, Carbonita, Jacinto e Itinga). Foi convidada para integrar a programação do projeto "Vozes de Mestres"/CCBB Itinerante, com patrocínio do Banco do Brasil, em seis cidades brasileiras (São Luis do Maranhão, Joinville, Florianópolis, Curitiba, Natal e Belém), e para o projeto "Conexão Vivo", passando por quatro cidades mineiras (Governador Valadares, Montes Claros, Resende Costa e Belo Horizonte).
O lançamento do livro acontece em Belo Horizonte, dia 5 e dezembro, na Status Livraria Café Cultura, 11h, com a presença do Coral Araras Grandes, de Araçuaí.
domingo, 18 de outubro de 2009
MULHERES QUE DIZEM SOM
OUMOU SANGARÉ
País de origem: Mali
O que faz: CANTA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! MUITO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Clique aqui e vá à página dela na net.
País de origem: Mali
O que faz: CANTA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! MUITO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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terça-feira, 6 de outubro de 2009
Argentina de luto por três dias pela morte de Mercedes Sosa...
A Mercedes Sosa era da mesma terra do grande Atahualpa Yupanqui, o maior mestre de cultura popular daquele país, que, para mim, tinha a voz do vento... Mercedes gravou um disco apenas interpretando Yupanqui, imperdível!!!
Para dar um viva! à memória dos dois, ouça "Duerme Negrito", canção tradiconal latino-americana, recolhida, por Atahualpa, na fronteira da Venezuela com a Colômbia. Atenção para a interpretação de Atahualpa: as divisões, os silêncios, a emissão ora suave ora robusta, o sopro na nota... De fato, parece o vento que canta:
Para dar um viva! à memória dos dois, ouça "Duerme Negrito", canção tradiconal latino-americana, recolhida, por Atahualpa, na fronteira da Venezuela com a Colômbia. Atenção para a interpretação de Atahualpa: as divisões, os silêncios, a emissão ora suave ora robusta, o sopro na nota... De fato, parece o vento que canta:
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